segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dois delegados e cinco policiais civis são afastados do cargo por suspeita de extorsão em Cariacica/ES.


Foto: Folha de Vitória


Sete policiais civis, entre eles dois delegados, foram afastados de seus cargos por suspeita de estorsão e de crime contra a administração pública. O afastamento foi publicado no Diário Oficial da última sexta-feira 05/08.

Um dos casos investigados é o que envolve a delegada Margareth Nogueira, que era responsável pela delegacia de Jardim América, em Cariacica. Além dela, um investigador e três agentes de polícia da mesma unidadade foram afastados.

As investigações acontecem desde dezembro do ano passado. A suspeita é de crime contra a administração pública e abuso de autoridade.

De acordo com as apurações, eles criavam flagrantes de irregularidades para extorquir as vítimas, na grande maioria comerciantes de Vila Velha e Cariacica.
 
Uma das vítimas, por exemplo, afirma que o grupo forjou um alvará e ao revistar o comércio plantou provas no local como drogas, munição e remédios. Para livrar o comerciante do suposto flagrante, os policiais teriam pedido à vítima R$ 100 mil. Em outros casos, o grupo teria pedido R$ 10 mil a um preso, para colocá-lo em liberdade.

"Eles chegaram aqui alegando que tinha uma denúncia a respeito de venda medicamentos e outras coisas, só que eles apresentaram distintivos e não deixaram a gente ler o papel que, segundo eles, era um mandado.

Ela me pediu R$ 100 mil e eu disse que se tivesse esse dinheiro, não estava trabalhando com casa de ração. Quando eu falei isso, ela começou a querer negociar. Nisso começou a olhar e apareceu droga, coisa que aqui não tem, apareceu munição, um monte de remédio, um monte de coisas.

Eu perguntei de onde aquilo tinha aparecido e quando ela viu que eu comecei a responder muito, ela mandou me algemar", disse o homem que não quis ser identificado.

O segundo caso envolveu o então delegado de Afonso Cláudio, Eduardo Motta, o vereador do município Romildo Camporez, e o filho dele, Rodrigo Camporez, que também é policial civil na cidade.
 
Apesar de afastados, todos eles continuarão a receber os salários. A Corregedoria de Polícia Civil prossegue com as investigações.

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